Solene, enraivecido, turbulento,
Erguido em vagalhões, rugindo ao vento;
O mar sublime, o mar que nunca dorme.
De vítimas famélico, sedento,
E creio ouvir em cada seu lamento
Os ruídos dum túmulo disforme.
No seu dorso feroz vou blasonar,
Tufada a vela e n’ água quase assente,
Eu rindo, sem cuidados, simplesmente,
Escarro, com desdém, no grande mar!
Porto, Diário da Tarde, 7 de fevereiro de 1874
cesário verde
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