inalcançável desejo
… que triste, não há maneira
de mudar o doido
asfódelo cultivado, a
realidade visível…
da pele – o quanto me inspira
estar assim deitado na sala que vive
de visitas é brio e nu
e sonhando, na ausência
da electricidade…
vezes sem conta a comer a raiz baixa
do asfódelo,
destino de cinza…
no sofá às flores
como numa margem de Arden –
minha rosa hoje à noite tão só
a prenda da minha própria nudez.
uivo e outros poemas
trad. margarida vale de gato
relógio d’ água
2014

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