Os objectos mortos estão sempre bem e, infelizmente, nada lhes pode ser
apontado. Nunca consegui ver uma cadeira que saltasse de uma perna para outra,
nem uma cama que se apoiasse nas patas traseiras. E as mesas, mesmo quando
estão cansadas, não se atrevem a ajoelhar-se. Suspeito que os objectos o façam
para nos educar, para nos repreender continuamente pela nossa inconstância.
zbigniew herbert
hermes, o cão e a estrela
(1957)
poesia quase toda
tradução de
teresa fernandes swiatkiewicz
cavalo de ferro
2024
