Vai no coração branco dos astros e ao alto dos mastros
Recordo-o de repente desconhecido a caminho
porque é ele o navio que me embarca e esqueci
Repassa de infinito o silêncio da amada
É o sono do tempo é uma planície de trigo
e no seu voo quem sou ondula entre dois passos
como se houvesse mar partiríamos os dois
E nos surpreenderia a noite e eu poderia ao partir
tocar no teu rosto que nunca toquei
á tona do vazio & reprise
cinquenta anos de poesia de miguel serras pereira 1969-2019
o mar a bordo do último navio (1998)
barricada de livros
2022
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