Apesar da luz ter já começado a roer-me os olhos, não é ainda tempo
para me entregar a colecionar caixinhas de rapé ou luzes crepusculares, nem
para fazer coro com essa gente do norte que recebe o nevoeiro em casa e o
convida, pelo menos uma vez por semana, para jantar.
Desde a vulva inicial, o homem é só caminho. Para onde? Eis o que não
sabemos. Mas será caso para perguntar?
14.1.86
vertentes do olhar
poesia
fundação eugénio de andrade
2000