que deu à costa perto da póvoa do varzim:
com o que o bicho sofreu ninguém se importa,
tinha morrido há muito e estava toda torta.
em todo o caso bem dava um folhetim.
é fácil de supô-la todo o verão
a dar às barbatanas, hercúlea, galhofeira,
o seu ledo repuxo tomava sempre a dianteira.
podre gerava agora só focos de infecção.
vinham sabe-se lá de que ignotas águas fundas,
sem jonas na barriga, mas provocando imundas,
repentinas tonturas nos banhistas.
sequência da baleia
poesia 1963/1995
quetzal editores
2007
Sem comentários:
Enviar um comentário