até à boca.
Mastiga-se o sabor, entra
no sangue o sal,
em vida se transforma, é
sulco que a dor abre, fertiliza,
aberta linha de semeadura onde
poderá surgir um bosque,
uma cidade, uma justiça…
que vitaliza, acende o palpitar
no coração que sobe à superfície.
Descem até à boca
por algum motivo as lágrimas.
o fósforo na palha (1970)
antologia da novíssima poesia portuguesa
m. alberta menéres e e. m. melo e castro
livraria moraes editora
1971
Sem comentários:
Enviar um comentário