08 maio 2026

eugénio de andrade / para onde

  
 
Apesar da luz ter já começado a roer-me os olhos, não é ainda tempo para me entregar a colecionar caixinhas de rapé ou luzes crepusculares, nem para fazer coro com essa gente do norte que recebe o nevoeiro em casa e o convida, pelo menos uma vez por semana, para jantar.
 
Desde a vulva inicial, o homem é só caminho. Para onde? Eis o que não sabemos. Mas será caso para perguntar?
 
14.1.86
 
 
eugénio de andrade
vertentes do olhar
poesia
fundação eugénio de andrade
2000
 



Sem comentários: