o pão com geleia, a cara lavada,
o jovem galante de ganga feliz,
semi-penteado, tonto de Maio,
por uma doença chamada senão
e tudo cedi, raízes e ramos,
como se a nada pudesse falar.
passaram os golpes, não o cuidado.
Praias de brita, rios de breu.
Por pouco não tive que me chatear.
ombros de sal, futuro fanado,
e mesmo se isto parece um lamento,
de nada me queixo – sobrevivi.
versos de vidro ferindo-me os pés,
os olhos amados, a sorte no corpo.
O resto é ruído, inferno de sobra.
já faço um batel para as ondas levarem.
ulisses já não mora aqui
língua morta
2014
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