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os conformados
que fazemos
gravatas
morremos
poemas quotidianos
tinta da china
2017
229 – Jovens e nus frente ao mar, estão presentes
em cada célula do seu corpo. Mas a vida que têm é demais para eles e não sabem
que fazer dela. Emergem da água rutilantes e riem. Depois deitam-se na areia,
gastam o dia e a noite a amar-se, a embebedar-se, a estoirar todo o prazer e
forças que têm. E ficam ainda com vida por gastar. É desses sobejos já com
bolor que terão de viver depois na velhice.
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| mariana mizarela |