15 setembro 2026

salah stétié / às árvores




 

 
Eis-te adormecida no leito do aroma
À tua volta pedras
Reunidas na única rosa respirada
Na hora em que a água vai gerar o leite nocturno
Timidamente, socorrida pelas estrelas
Temíveis e que a recusarão
 
Por amizade das árvores!
Não deixem, árvores minhas, os vossos braços fecharem-se
Nem voarem para longe as vossas folhas livres
Guardiãs das nossas portas varridas pelo vento azulado
Sendo as casas aqui a casa do pai
A criança sonhada iluminando com a sua lanterna
O incêndio das colheitas
 
 
 
salah stétié
poemas                           
tradução de rosa alice branco
encontros de Talábriga
1999




 

Sem comentários: