isto é o meu casaco,
aqui, as coisas da barba
no saco de linho.
prato e copo,
gravei na folha
o meu nome.
precioso prego
que escondo
de olhares cobiçosos.
um par de peúgas de lã
e outras coisas
que não digo a ninguém;
de almofada para a cabeça.
Este papelão aqui está
entre mim e a terra.
é o que mais amo:
de dia escreve-me versos
que inventei de noite.
isto é a minha lona,
isto é a minha toalha,
isto é o meu carrinho de linha.
a palavra interdita
tradução de joão barrento
campo das letras
2001
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