À tua volta pedras
Reunidas na única rosa respirada
Na hora em que a água vai gerar o leite nocturno
Timidamente, socorrida pelas estrelas
Temíveis e que a recusarão
Não deixem, árvores minhas, os vossos braços fecharem-se
Nem voarem para longe as vossas folhas livres
Guardiãs das nossas portas varridas pelo vento azulado
Sendo as casas aqui a casa do pai
A criança sonhada iluminando com a sua lanterna
O incêndio das colheitas
poemas
encontros de Talábriga
1999
