29 setembro 2026

antónio osório / mãe

  
Mãe que amavas como Florença,
a tua língua, ciprestes,
oliveiras, brancos bois;
Mãe que eras a ponte velha,
estrume jacente na campina,
o cemitério com laranjeiras
sobre o Arno
onde me levaste ao pé do teu Pai:
desterrada aqui continuas.
 
 
 
antónio osório
a ignorância da morte
ponte velha
editorial presença
1982
 




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