Não gosto de contar os desastres em detalhe
mas, se quiserem, posso escrever uma lista com nomes e camas.
condecorar o medo,
cortar-me a mão com que limpo as feridas
de uma civilização em queda.
ir afiando o gume da esperança
com a flor branca de um cancro.
que serve a desconhecidos,
em copos pequenos,
a medida certa da sua agonia.
Descobre sonhos
onde outros só encontram coelhos.
Hoje, por exemplo, quando tirou as luvas,
viu que lhe faltavam os dedos.
resumo, a poesia em 2011
documenta
2012
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