Onde do leite de sereia mamaste
No seio daquela que de lá o trouxe
Da Dinamarca te elegeste príncipe
Do veneno bebeste quanto restou
Na corte onde Ofélia amou
De alma aos pés e pénis na mão
Pensaste o ser e não ser de outros que ti
Na outra de Próspero foste o grande amigo
saudade
a cal dos muros
assírio & alvim
1994
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