Não a moral mas a realização. E não há outra realização senão a do
amor, isto é a da renúncia a si mesmo e do corte radical com o mundo. Ir até ao
fim. Desaparecer. Dissolver-se no amor. Será a força do amor que será
criadora em vez do eu. abismar-se. Desmembrar-se. Aniquilar-se na realização e
na paixão da verdade.
albert camus
cadernos III
(caderno nr. 6 1948/1951)
trad. antónio ramos rosa
livros do brasil
1966
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