para as outras
à procura de fresco.
Por toda a parte sinto
o ar denso,
impregnado da calma da noite.
í Mas não posso abrir as janelas!
Os pedreiros já chegaram,
a mulher da fava-rica
passa esganiçada,
faz um vento doido…
As palmeiras
de umas casas apalaçadas,
de aqui perto,
abanam-se com gestos largos,
desorientados…
O melro, o divino, canta,
creio que para mim.
com os rumores do vento,
se me não engano,
e, durante horas,
estive pensando, como quem escreve,
neste breve estilo…
um dia e outro dia…
e outono havias de vir
poesia I
obras de irene lisboa I
editorial presença
1991
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