o corpo em que dormitam,
a língua dos seus sonhos desabridos.
Mas a quem minto agora? o menor gesto
abre na terra abrigo; uma palavra
vale todo um cinema, é bem sabido.
e só um, em querendo, será teu.
Querendo tu e ele, como corpos que
na secura dos corpos se saciam
terá o mundo alheio uma outra face
e outro novo passado nos será futuro.
Também tu queres vestir-te
de rimas e kalamanknes leibserdak
e ver o manto rasgado
numa cave transcendente.
De terra em terra foste deixando as asas.
Não mintas mais: só conheceste imagens.
poemas
carrocel
assírio & alvim
2021
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