Ir, vir…
Ir. Manhã, ar
fresco, paisagem nova.
Vir. Tarde.
hora dos poetas, dos que não can-
tam e passam
pelas coisas apenas gozando, sur-
preendidos e
ternos.
Se em cada
lugar da terra eu perdesse a minha
humana essência,
aquilo que me iguala ao que é
e ao que foi!
Nesta hora
divina, nesta formosa tarde como ser?
Que me tentava?
Não sei.
Terra, luz, ar,
amenidade indizível!
irene lisboa
um dia e outro dia…
poesia I
obras de irene
lisboa I
editorial
presença
1991