O fogo da palavra que o liberta:
Sangue do homem novo que diz povo
e morre devagar de morte certa.
lhe ser o nome próprio traz aberta
a alma à fome fechado o corpo ao breve
instante em que a denúncia fica aberta.
Não é santo nem mártir nem soldado
Mas apenas por último indefeso.
dá o sangue ao futuro e fica ileso
pois lutando apagado morre aceso.
fotos-grafias (1970)
ary, obra poética
edições avante!
2017
