03 novembro 2026

amalia bautista / até quando?

  
 
Até quando no túnel sem saída,
no bosque feito de espinhos, no poço?
Até quando instalada na esperança
dos que nada esperam?
Até quando perdida em labirintos,
em cidades sem luz, em pesadelos
que não terminam quando acaba o sonho?
Até quando engolindo
névoas espessas, desconcerto, vertigem?
Até quando sem ti?
Até quando com outros?
 
 
 
amalia bautista
estou ausente
tradução de inês dias
averno
2013
 



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