Quando eu
morrer
Deitem-me as
cinzas
Quais cinzas
Deitem-me
inteiro ao rio
E deixem-me
seguir
O trilho frio
Até ao mar
Quando eu
morrer
E me acharem na
margem
Só vos peço um
empurrão ligeiro
Depois vou a
boiar
Como um pau
Vou a dormir
Como uma pedra
Para encravar
A engrenagem do
maior cargueiro.
sebastião belfort cerqueira
está um dia lindo
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2021