Uma vaca, com o número 76 na orelha, está morta, o
corpo caído sobre a neve. O excessivo frio súbito matou vários animais –
dezenas, centenas, milhares de animais. Mas nenhum animal era igual àquela vaca
com o número 76 desenhado numa placa amarela agarrada à orelha. Esse número,
sabe-se lá porquê, assusta.
Não há limite que não seja por ele suportado. Suporta todo o cansaço. Traições, fadiga, falhanços. Aconteça o que acontecer tens um corpo que pesa; e um chão, mudo, imóvel, que não desaparece.
Havia uma desarrumação no cabelo, se tinha Calções eles caíam; puxava-os para cima, não Me penteava. Se alguma trégua fiz com a infância foi esta: Ainda não uso pente, os calções são calças, mas continuam a cair. Por delicadeza, Puxo-as para cima.