15 março 2007

muro branco





como um muro branco
sobre o deserto
da noite


a morte
escrita na solar pureza
das palavras


a íntima loucura
da dor


o imperativo silêncio
do que brilhava


não sei se volto

perdi o fio das madrugadas
a linha
que dos teus lábios
me descia céus
no olhar






gil t. sousa
poemas
2001




1 comentário:

Manuel Bastos disse...

Belo
Palavras lapidadas
Como cristais