07 maio 2024

ángeles mora / a rua em que tu vives

 
 
Não faço nada desde que te vi.
Os livros continuam abertos onde estavam.
Os cadernos em branco.
O relógio mudo.
O calendário, ai,
deteve-se num dia…
 
Não faço nada desde que te vi.
 
Mas os meus passos aprenderam
O caminho da tua casa.
 
 
 
ángeles mora
poesia espanhola de agora I
trad. joaquim manuel magalhães
relógio d´água
1997




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