23 agosto 2022

jorge de sousa braga / memória de luís vaz de camões

 
 
Na autoestrada do norte, de jeans coçadas e óculos escuros, uma longa trança sobre os ombros, rumo às florestas de abetos, a mochila cheia de coisas esquisitas, pássaros mortos, malmequeres de plástico.
 
Na autoestrada do norte, a camisa ainda molhada do naufrágio, a pequena empregada da boutique desaparecendo para sempre nas águas do Índico.
 
Na autoestrada do norte completamente pedrado.
 
 
 
jorge de sousa braga
o poeta nu
fenda
1991




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