Abrem-se portas, fecham-se medos,
pela noite fora virão os pesadelos;
rasga-se o brilho suspenso nos caminhos,
rasgam-se entradas e saídas,
estende-se
o sol por onde
ainda é visível
um ponto de luz, pássaros
cinzentos, ninhos e o meu espanto,
o meu espanto por tudo isto demorar assim;
um corredor de bancos corridos,
tardes sem fim, um rio,
escadas de cantaria,
um aparo, um tinteiro, um quadro e giz
as frases rasuradas, os calendários,
os encontros na penumbra,
um sopro,
o tempo vivo, o tempo morto
– uma figura em estátua e jardim –
o sorriso aos tombos
um som
hífen 11 maio 1998
o sítio das nascentes
cadernos semestrais de poesia
1998
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