16 março 2019

eugénio de andrade / matéria solar


  
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Nesses lugares,
nesses lugares onde o ar
perde a mão,
os meus amigos começam a morrer.

Falar tornou-se insuportável.
Falar dessa luz queimada.
Deserta.

Que fazer desta boca,
do olhar,
tão perto outrora de ser música?



eugénio de andrade
matéria solar
poesia
fundação eugénio de andrade
2000






1 comentário:

Arthur Claro disse...

Linda poesia.

Arthur Claro
http://www.arthur-claro.blogspot.com