01 março 2012

gil t. sousa / lições





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não há nada tão triste
como a primeira coisa
que escondemos numa gaveta


ou a última pessoa
que enterrámos num papel



gil t. sousa
falso lugar
2004



6 comentários:

benjamim machado disse...

olá gil,

tenho gostado bastante dos teus poemas desde que os li aqui, mas não chega. bem procuro - e talvez procure mal - mas onde posso arranjar o teu "falso lugar"?

um grande abraço

gs disse...

olá Benjamim,

como deves saber, para ser publicado por uma editora, não chega ser poeta, nem escrever bem (o que nem sei se é o meu caso); é preciso também ter um pouco de palhaço e estar disponível para alinhar no circo "do faz de conta que és importante" ou então... a antiga receita de dormir com alguém.

Os meus poemas só foram editados em edições privadas de tiragem reduzida, distribuídas pelos amigos e alguns conhecidos.

Estou a pensar fazer uma nova edição e nessa altura terei muito gosto em enviar-te um exemplar.

abraço

benjamim machado disse...

ok, compreendo, estamos do mesmo lado. fico à espera desde que não te esqueças.

abraço

MariaJB disse...

É o seu caso sim!
Escreve e como escreve!
Continue por favor.

maria azenha disse...

de uma sensibilidade rara ...
e estou em absoluta concordância quando diz:
como deves saber, para ser publicado por uma editora, não chega ser poeta, nem escrever bem (...) é preciso também ter um pouco de palhaço e estar disponível para alinhar no circo "do faz de conta que és importante" ou então... a antiga receita de dormir com alguém.

(..)
Temos seitas por todo o lado e de várias cores...Uma infelicidade, ou não!!!

Obrigada,

maria azenha

gs disse...

Muito obrigado a todos os que me enviaram mensagens de apreço pela minha escrita e solidariedade pelo desabafo que aqui deixei.

Obrigado MariaJB, obrigado Maria Azenha.