16 janeiro 2010

antónio franco alexandre / corto viaggio sentimentale, capriccio italiano







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quero dizer-te: não morras.
Nem me digas quem és, quem foste, como sabes
a língua que se fala sobre a terra.
Ao lume lanço
toda a vontade de viver, ser vivo,
a cautela do ar, ardendo em torno.
Passarei, terás passado em mim, só quero
dizer-te: não morras nunca, agora, nunca mais.






antónio franco alexandre
quatro caprichos
assírio & alvim
1999








3 comentários:

Inês Sousa Almeida disse...

Adoro este poema, é simplesmente fantástico!

disse...

Gostei imenso! :)

Jonathan disse...

Concordo com Inês: FANTÁSTICO!!!!