havia uma porta.
a que tu chamas morte.
Depois, nada. o sol fraco
a cintilar na superfície seca.
a consciência
sepultada na terra escura.
alma e incapaz
de falar, termina bruscamente, a terra hirta
curvando-se um pouco. E o que eu achei serem
pássaros lançando-se em voo pelos ramos baixos.
a passagem do outro mundo
digo-vos que eu poderia novamente falar: o que
regressa do olvido regressa
para encontrar uma voz:
uma fonte fresca, sombras
em azul profundo sobre o azul da água do mar.
a íris selvagem
tradução de ana luísa amaral
relógio d´água
2020
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