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na tinta permanente dos corpos… desejar-te
de olhos fechados sentado num jardim público
sublinhar determinadas palavras que se confundem ao mel
escutar atentamente o latejar fogoso da terra… sentir
os escaravelhos enrolarem excrementos verdes
junto ao rumor imperceptível das casas desabitadas
escrever um bilhete postal:
recolher folhas secas delgadas hastes quebradas
pedaços de musgo para uma insuspeita colecção
minúsculos lamentos escondidos pelos bichos
no jardim… perseguir um cão sem rumo que te recorda
doze moradas de silêncio 1978/1979
o medo
assírio & alvim
1997
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