Sempre resolvo as coisas de algum modo mas
Foste tu que descobriste para mim aquilo
De que eu gosto, lagos e pinturas.
Ao romper do dia tinham desaparecido.
Tudo o que fiz foi deixar a chaleira ferver.
A silhueta familiar
Evitou que eu pensasse nisso.
Não falta nada.
Tudo está em ordem então,
As casas claramente mais modestas,
E sempre assim por diante…
Uma vista do parque de estacionamento.
Ainda o não abandonaram.
Ainda podes encontrar esses prazeres algures
Em velhos estábulos. A resposta
Negativa do ouvinte não afogou
A coisa muito simples deste mundo
Que nos ensinaram a respeitar
À medida que crescíamos.
Uma vírgula no olho de Deus.
O efeito desejado.
uma onda e outros poemas
tradução colectiva / joão barrento
poetas em mateus
quetzal editores
1992
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