22 abril 2012

benjamin péret / a desonra dos poetas



  
[…] O poeta luta contra toda a espécie de opressão: em primeiro lugar a do homem pelo homem e a opressão do seu pensamento pelos dogmas religiosos, filosóficos ou sociais. Ele luta para que o homem atinja definitivamente um conhecimento perfectível de si próprio e do Universo. Não se conclua disto que o poeta deseja pôr a sua poesia ao serviço de uma acção política, mesmo revolucionária. Mas a sua qualidade de poeta faz dele um revolucionário que deve combater em todos os terrenos: no da poesia pelos meios que a esta são idóneos e no terreno da acção social sem jamais confundir os dois campos de acção, sob pena de estabelecer a confusão que importa dissipar e, por conseguinte, de deixar de ser poeta, isto é, revolucionário.




benjamin péret
a desonra dos poetas
o surrealismo na poesia portuguesa
org. de natália correia
frenesi
2002



2 comentários:

Arquimedes Diniz disse...

Você vai no meu blog já algum tempo e eu nem havia prestado tanta atenção. SObre o texto que você colocou acima, deu-me mais força para continuar a escrever com parcimônia. Obrigado e volte sempre que puder no meu blog.

Anónima Singular disse...

Pelo menos os Verdadeiros Poetas.