27 dezembro 2010

paul auster / eixos





Ver é estoutra aflição, expiada
Na dor de ser visto: o dito,
O visto, contidos na recusa
De falar, e de uma só voz a semente,
Sepultada no acaso de uma pedra.
Nunca as minhas mentiras me pertenceram.






paul auster
poemas escolhidos
tradução de rui lage
quasi
2002







1 comentário:

Eduarda disse...

Excelente poema de Paul Auster, que nos leva a reflectir, a dissecar cada átomo.

bj