16 novembro 2008

antonio gamoneda / ainda







Há uma erva cujo nome não se sabe; assim foi a
minha vida.


Regresso a casa atravessando o Inverno: esquecimento
e luz sobre as roupas húmidas. Os espelhos estão
vazios e nos pratos cega a solidão.


Ah a pureza das facas abandonadas.









antonio gamoneda
livro do frio
(3-ainda)

trad. de josé bento
assírio & alvim
1999







3 comentários:

ediney disse...

poesia sinceras para dias incertos

Sal e poesia. disse...

Mto bom este teu blog!

um viva pla poesia!

Ramon Alcântara disse...

Bela poesia, fome do metal límpido... cresce como a maturidade do carvão.


abz