21 novembro 2006

antonio gamoneda




Na sua canção havia cordas sem esperança: um som
longínquo de mulheres cegas (mães descalças no pre-
sídio transparente do sal).


Soava a morte e a orvalho; depois, tangia canas
negras: era o cantor das feridas. Sua memória ardia
no país do vento, na brancura dos sanatórios aban-
donados.




livro do frio
trad. de josé bento
assírio & alvim
1999



2 comentários:

courtoisie disse...

Muito lindo

palavras que escrevo disse...

como sempre as tuas escolhas são excelentes e primam pelo teu bom gosto

saboreio o prazer de cada verso

parabéns Gil


beijinhos

lena