18 maio 2005

quatro estações #crónicas de primavera

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bird and bench


me enfrento




do fundo da minha covardia me ergo e enfrento
da convicção da minha teimosia arranco a determinação
e do orgulho a vontade de continuar


da vergonha o medo de desistir
e da incerteza a vontade de descobrir
da timidez faço a capacidade de desenrasque
e da falta de eloquência um silêncio inteligente


da tristeza os sorrisos
da solidão a alegria de viver cada momento


do fraco faço forte
e da fraqueza aparência de grande força
só pelo medo de sofrer, que é tão grande em mim.



c. ribeiro

11 comentários:

Cristina disse...

belissimo poema :-)

amadorjp disse...

A ausencia das palavras leva-me a procurar o aconchegos de quem as tem tão belas, na busca da inspiração que me leve á escrita mais profunda. Beijos e abraços: João A. (Desculpa a ausencia de comentários)

luís disse...

gostei... vim aui ter pelo link do welcome to elsinore... entretanto visita-me... o tema central é a minha escrita, mas há outras coisas soltas

Lynnardith disse...

Poema bom \o/

Maria do Céu disse...

Pela primeira vez estou aqui neste seu lindo sitio. Gostei do li, e este poema está bem trabalhado. Bem haja. Cumprimentos.

Sérgio A. Correia disse...

Gostava de convidar todos os comentadores deste excelente blogue, bem como o seu autor, a darem uma espreitadela ao meu modestíssimo blogue:

http://oimprevisto.blogspot.com

Obrigado pela vossa visita

Anónimo disse...

o poema está muito bom, com a excepcção de uma grave falha k até me saltaram os cabelos.
pk começa mt profundamente e até um bocado eloquente e de repente escreves "da timidez faço a capacidade de desenrasque"

k foi isto? a palavra desenrasque estraga um poema, k, há parte isso, tá mesmo muito bom

Anónimo disse...

O poema é bom, pena o erro ortográfico..

pois "covardia" só se for no Brasil.. pq em Portugal é mesmo Cobardia.

Anónimo disse...

E então?? se calhar o autor é brasileiro... não pode? Esta necessidade de encontrar erros nas coisas que os outros fazem pela necessidade de compensar o facto de não conseguirmos fazer semelhante, é muito muito má. Chama-se inveja e infelizmente é amplamente sentida e Portugal

Samuel Bastos Ventoso disse...

Não sou mais nem menos... apenas um ser humano que passou por aqui e encontrou esta maravilhosa página, com poemas e outras palavras de profundidade sem limites, com a eloquência que o mérito pode proporcionar. Deixo aqui os meus parabéns a tão maravilhoso trabalho. Um abraço. Samuel

Ludmilla 1789 disse...

Hola, di con tu blog por casualidad. Me gustó mucho "me enfrento". Es lindo tu blog. Me acabo de enterar que hoy es el Día Internacional de la Poesía. Un brindis por eso.