está em não deixar o tempo devorar-me,
mas devorá-lo eu
com dentes de terra
e medo.
as sombras, as bocas,
as pedras,
o céu,
os ossos pendentes das caras
e as deusas a cavalo
– patas nas searas,
crinas de faúlhas ao vento…
que não deixa sinais
senão nos olhos
das palavras mortais.
poesia V
cidade inexacta (1959-1960)
portugália
1973
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