04 janeiro 2026

elio pecora / quem poderá jamais

  
 
Quem poderá jamais dar-me aquele bem
que esperava como um alimento?
O que me acontecerá agora que a uma casca vazia
assemelho o meu dia, a minha sorte?
Não vejo, não escuto, enveredo
por um longo caminho, sem mapa,
e não deixo sinais para voltar:
ao encontro da escuridão avanço, vindo da escuridão.
 
 
elio pecora
poemas escolhidos
recinto de amor (1992)
tradução de simoneta neto
quasi
2008




 

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