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03 março 2026

henry deluy / hoje o mar está longe de ti


 

 

Hoje o mar está longe de ti.
Para sempre. – E desta colina.
Para sempre a um metro dos teus olhos.
 
                         *
 
O espanto poderia ser uma intimidade.
Longa vida, meu pai, junto do teu viver.
 
 
 
henry deluy
primeiras sequências
trad. colectiva mateus, set. out. de 2000
quetzal editores
2002




 

23 julho 2022

henry deluy / o mar tratava da paisagem

 
 
O mar tratava da paisagem. – Era
A mim que calhava estar sentado, - ali
Perto de um sopro incolor. – Uma luz
Púrpura tombava em ondulações densas
E azuladas. – Retalhos de conversas
Da véspera vinham-nos à memória.
O mar estava nu.
 
             *
 
Estava verdadeiramente nu.
 
 
 
henry deluy
primeiras sequências
trad. colectiva mateus, set. out. de 2000
quetzal editores
2002




07 setembro 2015

henry deluy / a memória de ti




A memória de ti - não a tua imagem.

                 *

Depois chorar.




henry deluy
primeiras sequências
trad. colectiva Mateus, set. out. de 2000
quetzal editores
2002





31 agosto 2014

henry deluy / nesta última fotografia,



Nesta última fotografia, vais
Buscar água. – Já não virás
Para mim. – Nem mesmo alguns metros,
Nem mesmo diante da porta.

                      *

E eu, eu fico.



henry deluy
primeiras sequências
trad. colectiva Mateus, set. out. de 2000
quetzal editores
2002




04 julho 2014

henry deluy / o mar



O mar era quase uma estrada ao longo da costa.
Ao longo da palavra costa. ─ Pois não havia palavra
Mais afastada de nós ─ Eram, sim, os rochedos,
À beira-mar. ─ E o mar era como uma entrada

                               *

Para não chegar à morte.


henry deluy
primeiras sequências
trad. colectiva Mateus, set. out. de 2000
quetzal editores
2002




16 novembro 2006

henry deluy




Esquecer tudo, - à tarde
Quando a luz declina.


*


Depois dizer a verdade.








henry deluyprimeiras sequências
trad. colectiva Mateus, set. out. de 2000
quetzal editores
2002